terça-feira, 15 de abril de 2014

Homilia do Papa Francisco no Domingo de Ramos

Irmãos, esta importante homilia do Papa Francisco no Domingo de Ramos, nos serve de meditação interior, para nos ajudar no encontro com Jesus ao pé da Cruz na Sexta-feira Santa, ciente de quem somos diante dEle, podendo assim, derramar nossos corações cheios de dor e de amor pelo sacrifício de nossa redenção. Como dizia S. Francisco de Assis, devemos "Amar o Amor".

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
XXIX Jornada Mundial da Juventude
Domingo, 13 de Abril de 2014

Esta semana começa com a festiva procissão dos ramos de oliveira: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os adolescentes cantam, louvam Jesus.
Mas esta semana continua com o mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição. Ouvimos a Paixão do Senhor. Será bom pormo-nos apenas uma pergunta: Quem sou eu? Quem sou eu, face ao meu Senhor? Quem sou eu à vista de Jesus que entra festivamente em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de O louvar? Ou fico à distância? Quem sou eu, face a Jesus que sofre?
Escutamos muitos nomes, muitos nomes. O grupo dos líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns doutores da lei, que decidiram matá-Lo. Esperavam só a oportunidade boa para O prenderem. Sou eu como um deles?
Ouvimos também outro nome: Judas. Trinta moedas. Sou eu como Judas? Escutamos outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que adormeciam enquanto o Senhor sofria. A minha vida está adormecida? Ou sou como os discípulos, que não compreendiam o que era trair Jesus? Ou então como aquele discípulo que queria resolver tudo com a espada: sou eu como eles? Sou como Judas, que finge de amar e beija o Mestre para O entregar, para O trair? Sou eu um traidor? Sou eu como aqueles líderes que montam à pressa o tribunal e procuram testemunhas falsas: sou eu como eles? E, quando faço estas coisas – se é que as faço –, creio que, com isso, salvo o povo?
Sou eu como Pilatos? Quando vejo que a situação é difícil, lavo as mãos e não assumo a minha responsabilidade, condenando ou deixando condenar as pessoas?
Sou eu como aquela multidão que não sabia bem se estava numa reunião religiosa, num julgamento ou num circo, e escolhe Barrabás? Para ela tanto valia: era mais divertido, para humilhar Jesus.
Sou eu como os soldados, que batem no Senhor, cospem-Lhe em cima, insultam-No, divertem-se com a humilhação do Senhor?
Sou eu como Simão de Cirene que voltava do trabalho, cansado, mas teve a boa vontade de ajudar o Senhor a levar a cruz?
Sou eu como aqueles que passavam diante da Cruz e escarneciam de Jesus: «Era tão corajoso! Desça da cruz e nós acreditaremos n’Ele!». Escarnecem de Jesus...
Sou eu como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam lá e sofriam em silêncio?
Sou eu como José, o discípulo oculto, que leva o corpo de Jesus, com amor, para Lhe dar sepultura?
Sou eu como as duas Marias que permanecem junto do sepulcro chorando, rezando?
Sou eu como aqueles líderes que, no dia seguinte, foram ter com Pilatos para lhe dizer: «Olha que Ele afirmava que havia de ressuscitar. Não queremos mais enganos!» e bloqueiam a vida, bloqueiam o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não irrompa?
Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas me pareço? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana.

domingo, 30 de março de 2014

Virgem Maria, Estrela do Mar

E o nome da Virgem era Maria

"Quanto mais atenção dedicares a Maria nas tuas orações, ações, contemplações e sofrimentos, mais perfeitamente encontrarás Jesus Cristo, que está sempre com Ela."
(S. Luiz Maria de Montfort - Tratado da Verdadeira Devoção)


“A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça, de paz e de Deus; e invoquemo-La todos juntos; sim, convido-vos a invocá-La três vezes, à imitação dos irmãos de Éfeso, dizendo-Lhe: Mãe de Deus! Mãe de Deus! Mãe de Deus! Amem”. (Papa Francisco)

“Ó Virgem fiel, tornai-me em todas as coisas um perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho”.
(S. Luiz Maria de Montfort)

 Exortação a invocar Maria, a Estrela do Mar (São Bernardo)

E o nome da Virgem era Maria (Lc 1, 27).

Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. … Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despencar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem, era Maria”.

                                                           Ave, Estrela do Mar (Ave Maris Stella)


Ave, Estrela do mar, Santa Mãe de Deus. 
Sempre Virgem Maria. Porta feliz do céu. 
Ouvindo aquele "Ave" dos lábios de Gabriel,
 Firmai-nos na paz, mudai o nome de "Eva". 

Quebrai dos réus a cadeia. Trazei aos cegos a luz. 
Daí fim aos nossos males, Implorai-nos todo bem. 

Mostrai que sois Mãe. Receba vossas preces
 Quem por nós nascendo. quis sempre ser vosso.

Virgem singular, Humilde entre todas, Livrai-nos do pecado. Fazei-nos mansos, puros. 

Conceda-nos uma vida pura, Um caminho certo. 
Então convosco felizes veremos Jesus eternamente. 

Louvor para sempre ao Pai. 
E eterna honra ao Cristo e ao Espírito Santo.
 Aos três um mesmo louvor. Amém.



É por Maria que procuro e que vou encontrar Jesus, que eu esmagarei a cabeça da serpente e vencerei todos os meus inimigos e a mim mesmo, para a maior glória de Deus”. 
(S. Luiz Maria de Montfort)



MISTÉRIOS DO SANTO ROSÁRIO

MISTÉRIOS GOZOSOS (segunda-feira e sábado)

1. A encarnação do Filho de Deus.
2. A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel.
3. O nascimento do Filho de Deus.
4. A Apresentação do Senhor Jesus no templo.
5. A Perda do Menino Jesus e o encontro no templo.

MISTÉRIOS DOLOROSOS (terça-feira e sexta-feira)

1. A Oração de Nosso Senhor no Horto da Oliveiras.
2. A Flagelação do Senhor.
3. A Coroação de espinhos.
4. O Caminho do Calvário carregando a Cruz.
5. A Crucificação e Morte de Nosso Senhor.

MISTÉRIOS GLORIOSOS (quarta-feira e domingo)

1. A Ressurreição do Senhor.
2. A Ascensão do Senhor.
3. A Vinda do Espírito Santo.
4. A Assunção de Nossa Senhora aos Céus.
5. A Coroação da Santíssima Virgem.

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira)

1. O Batismo no Jordão.
2. A auto-revelação nas bodas de Caná.
3. O anúncio do Reino de Deus convidando à conversão.
4. A Transfiguração.
5. A Instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal.


"Quanto mais benevolência granjeares desta Augusta Princesa e Virgem Fiel, 
mais pura fé terá em todo o teu proceder"
(S. Luiz Maria de Montfort - Tratado da Verdadeira Devoção"

sexta-feira, 21 de março de 2014

Papa Francisco: Humildade e Oração

Papa Francisco: humildade e oração, dois requisitos para não matar a Palavra de Deus


Cidade do Vaticano (RV) – Para não “matar” a Palavra de Deus, é necessário ser  e capaz de rezar. Duas atitudes que o Papa Francisco indicou na homilia da missa desta manhã na Casa Santa Marta, ao comentar o Evangelho do dia.

Nós podemos nos apossar da Palavra de Deus e dispor dela conforme o nosso bel prazer, se um cristão não é humilde e não reza. Francisco inspirou a sua homilia no Evangelho do dia, em que Jesus conta a parábola dos vinhateiros homicidas que primeiro matam os servos e por fim o filho do patrão, para se apossarem da herança. A escutar esta parábola estão os fariseus, anciãos, sacerdotes, aos quais – explicou o Papa – Jesus se dirige para fazer entendê-los “onde caíram” por não ter “o coração aberto à vontade de Deus”:

“Este é o drama destas pessoas, e é também o nosso drama! Apoderaram-se da Palavra de Deus. E a Palavra de Deus torna-se uma palavra deles, uma palavra segundo os seus interesses, as suas ideologias, as suas teologias... mas a seu serviço. E cada um a interpreta segundo a própria vontade, segundo o próprio interesse. Este é o drama deste povo. E para conservar isto, matam. Isto aconteceu a Jesus”.

“Os chefes dos sacerdotes e dos fariseus – prosseguiu Francisco – entenderam que falava deles, quando escutaram esta Parábola de Jesus. Procuravam capturá-lo e fazê-lo morrer”. Deste modo – afirmou o Papa – “a Palavra de Deus torna-se morta, torna-se aprisionada, o Espírito Santo está engaiolado nos desejos de cada um deles”. “E é exatamente o que acontece conosco” – observou o Papa Francisco – “quando não somos abertos à novidade da Palavra de Deus, quando não somos obedientes à Palavra de Deus”:

“Mas, existe uma frase que dá esperança. A Palavra de Deus está morta no coração destas pessoas; e também, pode morrer no nosso coração! Mas não acaba, porque está viva no coração dos simples, dos humildes, do povo de Deus. Buscavam capturá-lo, mas tiveram medo da multidão do povo de Deus, que o consideravam um profeta. Esta multidão simples – que seguia Jesus, pois aquilo que Jesus dizia fazia bem ao seu coração, aquecia o seu corações – estas pessoas não erraram: ele não usava a Palavra de Deus para o próprio interesse, sentia e buscava ser um pouco melhor”.

E nós – pergunta-se na conclusão Papa Francisco - “o que podemos fazer para não matar a Palavra de Deus”, para “sermos dóceis, para não engaiolarmos o Espírito Santo?”. “Duas coisas simples”, respondeu:


“Esta é a atitude de quem quer escutar a Palavra de Deus: primeiro, humildade; segundo, oração. Estas pessoas não rezavam. Não tinham necessidade de oração. Sentiam-se seguras, sentiam-se fortes, sentiam-se ‘deuses’. Humildade e oração: com a humildade e oração, seguimos em frente para escutar a Palavra de Deus e obedecê-la. Na Igreja. Humildade e oração na Igreja. E assim, não acontecerá conosco aquilo que aconteceu a estas pessoas: não mataremos para defender a Palavra de Deus, esta Palavra que nós acreditamos que é a Palavra de Deus, mas é uma palavra totalmente alterada por nós”. (JE)




Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=783440
do site da Rádio Vaticano