terça-feira, 2 de abril de 2013

João Paulo II - Oitavo ano de sua vida em Deus



Hoje, dia 02 de abril, recordamos com carinho o saudoso João Paulo II, o Papa da Paz. Faz 8 anos que ele partiu para a Casa Paterna. Recordando as intensas badaladas da Basílica de São Pedro e de todas as igrejas do mundo ao anunciar a sua morte, lembramos que o João da Paz, João do Povo, João de Deus ganhou a liberdade de poder estar entre nós livre do corpo material , mas glorioso em seu espirito beatificado e santificado por Deus em nossos corações.

O “Santo Súbito”, como fora aclamado pelos fiéis na Praça de São Pedro, é por nós recordado com saudade, carinho e com a certeza de que, de onde está ora e intercede por nós a todo instante.  

Foi o Papa João Paulo II que idealizou e instituiu a Jornada Mundial da Juventude e a Jornada Mundial do Terço. Ele amava os jovens e nos seus últimos instantes de vida, quando soube que a maioria das pessoas que estavam em vigília por sua saúde na Praça São Pedro eram jovens, disse: “Eu procurei por vocês e agora vocês vieram a mim, e eu lhes agradeço”.

O Papa Ecumênico que cativou o respeito de todas as igrejas e governos do mundo, o papa que promovia a paz, foi Beatificado por seu sucessor Bento XVI no dia da Festa da Divina Misericórdia, instituída por ele e, no mês de Maria, por quem era extremamente devoto. Certamente providência Divina.


Nós do Apostolado Virgem Peregrina da Família, temos por João Paulo II um especial carinho e apreço. Foi ele que, por sua devoção à Virgem de Guadalupe e desejo de fazê-la conhecida; por sua grande preocupação com as famílias e desejo de fazê-las rezar juntas o terço, aprovou a instituição do Apostolado Virgem Peregrina da Família, seus estatutos e abençoou a Capela Peregrina e o trabalho de evangelização que se daria por meio dela. Nós o temos por Patrono e intercessor. Damos graças a Deus por ter-nos concedido esta presença iluminada e santificada entre nós.




Equipe Virgem Peregrina da Família - Regional São Paulo
www.virgemperegrina-sp.blogspot.com.br




terça-feira, 26 de março de 2013

Semana Santa


Semana Santa, é preciso viver e seguir bem de perto os passos de Jesus.


Iniciando com o Domingo de Ramos, a “Semana Santa” nos leva a participar do grande ato de amor e misericórdia de Deus pela humanidade. Somos introduzidos no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, Paixão que nos liberta da morte, que nos prova que, para Deus, somos como filhos e que, por seus filhos, Deus se fez homem para viver, amar e morrer numa cruz. Deus provou em sua própria carne nossas dores, sustentou em seus ombros o peso de nossas culpas, derramou o seu precioso sangue por “amor”. Amor difícil de ser compreendido, difícil de ser aceito, Amor que, muitas vezes, não é por nós amado, reconhecido, valorizado.


"O camponês perguntou: Que aconteceu, irmão, por que estás chorando? O Irmão respondeu: Meu irmão, o meu Senhor está na Cruz e me perguntas por que choras? Quisera ser neste momento o maior oceano da terra, para ter tudo isso de lágrimas. Quisera que se abrissem ao mesmo tempo todas as comportas do mundo e se soltassem as cataratas e os dilúvios para me emprestarem mais lágrimas. Mas ainda que juntemos todos os rios e mares, não haverá lágrimas suficientes para chorar a dor e o amor de meu Senhor crucificado. Quisera ter as asas invencíveis de uma águia para atravessar as cordilheiras e gritar sobre as cidades: o Amor não é amado! O Amor não é amado! Como é que os homens podem amar uns aos outros se não amam o Amor?" (São Francisco de Assis).

De rei a condenado. O povo que o recebeu com ramos de oliveira o aclamando rei, também o condenou à morte de cruz. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém inicia a sua caminhada ao grande mistério salvífico da humanidade.

Neste tempo, onde o amor e a grande misericórdia de Deus se derrama sobre nós, somos convidados a “vigiar e orar” com Cristo. Somos convidados a caminhar com Ele, a reviver seu sofrimento, a silenciar com a dor de Maria, buscando aperfeiçoar nossos corações, nossas emoções, nossas vidas vivendo e sentindo o que Jesus sentiu, ao menos um pouco...




No Domingo de Ramos proclamamos com alegria a realeza divina de Jesus e a partir daqui, Jesus começa a nos preparar para a Sua Paixão.  
Jesus anuncia que será traído, institui a Eucaristia celebrando a Páscoa Judia com seus discípulos. Ocasião celebrada por nós na missa do lava pés, Missa da Ceia do Senhor, onde Jesus apresentou Seu Corpo e Seu Sangue como alimento salutar, após um gesto onde Ele, Deus, Rei e Senhor, lavou os pés de seus discípulos como exemplo de serviço e de grande humildade “Eu não vim para ser servido, mas para servir”.


Nesta ocasião, os Bispos celebram e consagram o Santo Crisma, os óleos usados nos sacramentos são benzidos para serem usados durante o ano nos batizados e unção dos enfermos.


Na Sexta-feira Santa vivemos mais intensamente a Paixão de Cristo, é o dia de sua morte na Cruz, de luto para Igreja, de luto para os nossos corações. Guardamos silencio e jejuamos. Neste dia, a Igreja não celebra missa, é feita a Celebração da Paixão do Senhor com a adoração da Cruz.

Durante o Sábado Santo, dia de silêncio, sofremos a dor e a solidão da Virgem Maria, sofremos nossa solidão com respeito e contemplação do tumulo que abriga o Corpo Santo de Jesus.


Na Vigília Pascal, onde a igreja vela e espera junto ao túmulo com confiança na promessa da Ressurreição de Cristo, que se dá na liturgia da Luz, é o Sábado de Aleluia, com a benção da água e do fogo, água do batismo, fogo do Círio Pascoal, presença da luz de Cristo na Igreja, na humanidade.


Cristo venceu a morte. A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo e representa, com a Cruz, a parte essencial do Mistério Pascal.

Percorrer os caminhos de Jesus, viver Sua Paixão nos transforma e nos faz ser autênticos cristãos para testemunhar e levar a todos a esperança da Ressurreição.






Que a Virgem Maria, Mãe do Salvador, nos conduza nesta Semana Santa e nos leve a encontrar Jesus no irmão.

Feliz e Santa Páscoa da Ressurreição!



www.virgemperegrina-sp.blogspot.com.br

sexta-feira, 15 de março de 2013

Primeira Homilia do Papa Francisco



O Papa Francisco, com sua humilde postura, demonstrou desde que assumiu o pontificado com o seu “sim” ao plano de Deus, que veio para restaurar a Igreja de Cristo, veio para servir a Deus e reascender o amor do cristão pela cruz.



Com o Papa Francisco vamos “Caminhar, Construir e Confessar” Jesus Cristo.

“As obras que eu faço dão testemunho de mim” (Jesus Cristo)

Visite a página oficial do Vaticano e acompanhe todos os passos da Igreja Católica Apostólica Romana e a caminhada do Papa Francisco


SANTA MISSA COM OS CARDEAIS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Capela Sistina
Quinta-feira, 14 de março de 2013


Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura, o movimento no caminho; na segunda Leitura, o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho, o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar.

Caminhar. «Vinde, Casa de Jacob! Caminhemos à luz do Senhor» (Is 2, 5). Trata-se da primeira coisa que Deus disse a Abraão: caminha na minha presença e sê irrepreensível. Caminhar: a nossa vida é um caminho e, quando nos detemos, está errado. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa.

Edificar. Edificar a Igreja. Fala-se de pedras: as pedras têm consistência; mas pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo. Edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o próprio Senhor. Aqui temos outro movimento da nossa vida: edificar.

Terceiro, confessar. Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: «Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo». Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demónio.

Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas a realidade não é tão fácil, porque às vezes, quando se caminha, constrói ou confessa, sentem-se abalos, há movimentos que não são os movimentos próprios do caminho, mas movimentos que nos puxam para trás.

Este Evangelho continua com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo com estas palavras: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, diz-lhe: Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.

Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.

Faço votos de que, pela intercessão de Maria, nossa Mãe, o Espírito Santo conceda a todos nós esta graça: caminhar, edificar, confessar Jesus Cristo Crucificado. Assim seja.

Liturgia do dia: Ex 32,7-14 / Sl 105 / Jo 5,31-47

Fonte: Site do vaticano
www.vatican.va