“Depois de elevar a Deus muitas reiteradas preces
e invocar a Luz do Espírito da Verdade para a Glória
de Deus onipotente, que outorga a Virgem Maria sua benevolência,
para honra de seu filho, Rei imortal dos séculos e vencedor
do pecado e da morte, para aumentar a glória da mesma Mãe
Augusta e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de
nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro
e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma
divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem
Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta de corpo
e alma à Glória dos Céus”.
Entretanto, por que é importante para que nós
católicos recordemos e aprofundemos o Dogma da Assunção
da Santíssima Virgem Maria ao Céu? O Novo Catecismo
da Igreja Católica responde a esta pergunta:
“A Assunção da Santíssima Virgem, constitui uma participação única
na ressurreição de seu filho e uma antecipação da
ressurreição dos demais cristãos (CIC 966)”.
A importância da Assunção para nós, homens e mulheres
do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã, tem como efeito
a relação que existe entre a Ressurreição de Cristo
e a nossa. A presença de Maria, mulher da nossa raça, ser humano
como nós, se encontra entre a ressurreição de Cristo e a
nossa, isto é: uma antecipação de nossa própria ressurreição.
O Novo Catecismo da Igreja Católica (CIC 966) nos explica, citando a Lúmen
Gentium 59, que conseqüentemente cita a Bula da Proclamação
do Dogma: “Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada de toda mancha do
pecado original, terminado o curso de sua vida na terra, foi levada à Glória
dos Céus, e elevada ao Trono do Senhor como Rainha do Universo, para ser
conformada plenamente a seu filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado da
morte”.
O Papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre a Assunção,
explica o mesmo nos seguintes termos:
“O Dogma da Assunção afirma que o corpo de Maria foi glorificado
depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição
dos corpos será no fim do mundo, para Maria a glorificação
de seu corpo se antecipou por privilégio único”. (JP
II,
2-julho-1997).
“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível
compreender o plano da Providência Divina com respeito à humanidade:
depois de Cristo encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realiza
o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida
aos escolhidos mediante da ressurreição dos corpos”. (JP
II, Audiência Geral de 9 de julho de 1997).
Continua o Papa: “Maria Santíssima nos mostra o destino final daqueles
que ‘escutam a palavra de Deus e a cumprem’ (Lc. 11,28). Nos estimula
a elevar nosso olhar às alturas, onde se encontra Cristo, sentado à direita
do Pai, e onde está também a humilde serva de Nazaré, em
sua glória celestial”. (JP II, 15-agosto-1997).
O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria
ao Céu convida-nos a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para
refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terra, sobre nosso último
fim: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima
Virgem Maria e os anjos e santos do Céu. Ao saber que Maria está no
Céu, gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido àqueles que
fazem a vontade de Deus, renova-nos a esperança em nossa imortalidade
futura e a felicidade perfeita para sempre.
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